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the Degree Confluence Project
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Brazil : Mato Grosso do Sul

22.2 km (13.8 miles) NNW of Pôrto Labirinto (São Paulo), Mato Grosso do Sul, Brazil
Approx. altitude: 298 m (977 ft)
([?] maps: Google MapQuest Multimap world confnav)
Antipode: 21°N 128°E

Accuracy: 6 m (19 ft)
Click on any of the images for the full-sized picture.

#2: Visão oeste - west view #3: Visão norte - north view #4: Visão leste - east view #5: Visão sul - south view #6: GPS #7: Confluência 2.120 metros adiante - confluence 2,120 meters ahead #8: Rio Paraná, divisa interestadual e a ponte interditada - Paraná river, interstate border and interrupted bridge #9: Ponte em obras - bridge in works #10: Travessia do rio Paraná: uma ponte de 2.550 metros e um aterro de 9 quilômetros - crossing Paraná river: bridge with 2,550 meters and enbankment with 9 kilometers

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  21°S 52°W (visit #2)  

#1: Visão geral - general view

(visited by José Eduardo Guimarães Medeiros)

English

26-Nov-2011 -- Esta é a segunda visita que eu fiz em um único dia. Esta narrativa é uma continuação da narrativa da confluência 22S 52W.

Após a visita à primeira confluência do dia, voltei para a rodovia Raposo Tavares e segui viagem em direção ao rio Paraná, que faz a divisa entre os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. O rio é muito largo nesse trecho, em virtude da proximidade da represa Porto Primavera, e sua travessia é composta por uma ponte com 2.550 metros de comprimento e mais um aterro com 9 quilômetros de comprimento. Trata-se da divisa entre os dois estados citados, e também a divisa entre as regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil e ainda a divisa entre dois diferentes fusos horários brasileiros. O horário do Mato Grosso do Sul é uma hora atrasado em relação ao horário oficial de Brasília. Esta foi a primeira vez que eu visitei o Mato Grosso do Sul e também a primeira vez que eu visitei outro fuso horário dentro do Brasil (embora eu já tenha visitado outro fuso horário fora do país).

A ponte sobre o rio Paraná estava em obras, e estavam ocorrendo interrupções prolongadas, com a liberação alternada de apenas um sentido da pista de cada vez. Eu fiquei cerca de vinte minutos parado, e aproveitei o tempo para tirar fotos.

Após a liberação do tráfego, segui viagem e entrei no Mato Grosso do Sul. Atravessei as cidades de Bataguassu e Brasilândia. Em Bataguassu, parei para fazer um lanche e comprar água. Segui a rodovia até chegar a uma estrada de terra à esquerda que dava acesso à confluência, entre as cidades de Brasilândia e Três Lagoas.

Após pegar a estrada de terra, segui por mais 9.200 metros até a entrada de uma fazenda. Através das fotos de satélite, era possível observar que por dentro desta fazenda chega-se de carro a 900 metros do ponto exato, mas não estava claro se este era o melhor caminho, visto que esse trecho final incluía uma travessia de uma área de mata, que talvez contivesse também um curso d’água.

Abri a porteira da fazenda e entrei com o carro. Alguns metros adiante, encontrei alguns funcionários e parei para conversar com eles. A conversa inicialmente não foi muito produtiva. Além de não ter conseguido explicar a eles o que eu estava fazendo ali, eles me disseram que aquela região tem uma incidência muito grande de roubos, e qualquer pessoa estranha é sempre vista com desconfiança.

Após algum tempo de conversa, resolvi mostrar a eles a foto de satélite que eu tinha em mãos, e aí eles me explicaram que aquele ponto ficava fora daquela fazenda, do outro lado de um ribeirão, conforme eu havia desconfiado. O acesso por dentro daquela fazenda, portanto, seria complicado; porém, seguindo a estrada por mais alguns metros, eu encontraria uma ponte, e, já do outro lado do ribeirão, eu poderia chegar ao ponto. Eu já havia observado essa alternativa, quando ainda estava analisando as fotos, e o problema era que, por este outro caminho, a estrada não passava a menos de 2.000 metros da confluência. Mas, pelo visto, não havia outra alternativa. Agradeci as informações e voltei para a estrada.

Segui em frente, atravessei a ponte e parei o carro no ponto mais próximo possível da confluência, que estava a 2.120 metros. Desta vez, não encontrei mais ninguém.

Trata-se de uma enorme plantação de eucalipto e, segundo informações do funcionário com o qual conversei, na fazenda anterior, a sede desta nova fazenda não fica naquele local, fica à beira da rodovia. Ainda assim, as informações que ele me forneceu, a respeito das desconfianças dos proprietários de terra da região a respeito de estranhos, me deixaram um pouco preocupado. Mas, já que eu tinha ido até ali, o jeito era seguir em frente.

Havia um segundo problema que eu estava enfrentando nesse momento, que era o apuro de tempo. Quando eu estava planejando esta viagem, uma das dificuldades que surgiu foi o fato da agência onde eu aluguei o carro só funcionar até às 16 horas. Tentei convencê-los a me deixar entregar o carro um pouco mais tarde, mas não teve jeito. Por causa disso, eu precisava estar de volta a Presidente Prudente antes desse horário.

Eu havia feito o seguinte planejado: primeiramente, vamos imaginar que não houvesse nenhum limite de tempo. Nesse caso, o itinerário ideal seria, daquele ponto onde eu estava, seguir viagem até a cidade de Três Lagoas, atravessar o rio Paraná, voltando para o estado de São Paulo, e seguir viagem de volta para Presidente Prudente através de um outro caminho, através do qual haveriam mais duas confluências para ser visitadas. Eu faria, portanto, um itinerário circular Presidente Prudente – Três Lagoas – Presidente Prudente, indo por um caminho e voltando por outro, e tentaria quatro visitas a confluências, duas no caminho de ida e duas no caminho de volta.

Havia, no entanto, o limitador de tempo. Eu comecei a viagem às 6 horas e teria de chegar às 15 horas (uma hora antes do horário de fechamento da agência, para ter uma margem de segurança). Eu tinha, portanto, um total de 9 horas para fazer todo o percurso. Neste trecho circular que eu projetei Presidente Prudente – Três Lagoas – Presidente Prudente, o ponto mais distante da origem era a cidade de Três Lagoas. Para simplificar o raciocínio e não entrar em detalhes mais complicados que eu considerei (como descontar os desvios e as paradas), eu precisei dividir esse tempo disponível de 9 horas em duas partes iguais, ou seja, duas partes de 4,5 horas, e reservar um deles para a ida e um deles para a volta. Pois bem, se nas 4,5 horas reservadas para a ida, eu conseguisse chegar ao ponto mais distante (a cidade de Três Lagoas), eu poderia voltar pelo outro caminho. Mas, se ao se esgotarem as 4,5 horas reservadas para a ida, eu ainda não tiver chegado lá, eu teria que dar meia volta imediatamente e voltar pelo mesmo caminho.

Voltando ao ponto atual da viagem, quando eu parei o carro a 2.120 metros da confluência, eu fiz os cálculos e percebi que o limite de tempo havia chegado. Se eu fizesse a caminhada de ida e volta até a confluência eu estouraria o prazo calculado em 18 minutos. Pensei um pouco, e decidi prosseguir. Afinal, eu tinha reservado uma hora como margem de segurança e, além disso, seria um grande prejuízo ter chegado até ali e desistir, computando apenas uma visita em uma viagem tão grande (na minha viagem anterior havia ocorrido exatamente isso: há três meses, eu fiz uma viagem de avião para Curitiba, e só consegui visitar uma confluência).

A caminhada até o ponto foi tranquila. Todo o percurso é feito por uma estradinha de terra margeando a plantação de eucalipto, seguindo o curso do ribeirão, e o ponto exato localiza-se exatamente sobre essa estradinha. Consegui zerar o GPS sem dificuldade. O único problema enfrentado durante a caminhada foi o forte calor. Fazer uma caminhada de quatro quilômetros no Mato Grosso do Sul é muito mais desgastante do que em Minas Gerais, especialmente naquele horário.

Após a visita, peguei o caminho de volta, usando exatamente o mesmo itinerário que na ida, já que meu tempo estava estourado e não seria possível fazer o citado contorno.

Ao chegar à travessia do rio Paraná, novamente a rodovia estava interditada. Comecei a me preocupar com o tempo, já que havia a possibilidade de, agora, eu ficar parado por um tempo maior do que na ida. E tal fato acabou acontecendo, e por pouco eu não perco a hora. Cheguei à agência para devolver o carro às 15h40min, vinte minutos antes do horário limite. Se eu não chegasse a tempo, eu teria que ficar com o carro até domingo, teria que conseguir um hotel para dormir na cidade e ainda teria que tentar trocar o horário do ônibus de volta.

Após devolver o carro, jantei em um shopping de Presidente Prudente e peguei o ônibus de volta para Campinas às 21h40min, chegando às 6h05min. Por fim, às 7 horas peguei outro ônibus e voltei para casa.

English

26-Nov-2011 -- This is the second confluence visited in only one day. This narrative continues from 22S 52W one.

After the first visit of the day, I came back to Raposo Tavares highway and headed to Paraná river, line between São Paulo and Mato Grosso do Sul states. The river is very wide in this region, due to the proximity of Porto Primavera dam, and its crossing is made by 2,550 meters-wide bridge and more 9 kilometers of an embankment. It’s the border between the two referred states, and also the border between Southeast and Center-West regions of Brazil (the 27 Brazilian states is officially grouped in five regions – North, Northeast, Center-West, Southeast and South -, based on climatic and vegetation criteria). More, it’s also the border between two different Brazilian time zones. The Mato Grosso do Sul time zone is one hour delayed from Brazilian official time. This was the first time that I visited Mato Grosso do Sul state, and also the first time that I visited other Brazilian time zone (although I had already visited other time zone abroad).

The bridge over Paraná river was in works, and it had happening long interruptions, alternating the liberation of only one way each time. I waited about twenty minutes stopped, and spent the time taking photos.

After the traffic was opened, I headed to Mato Grosso do Sul. I crossed Bataguassu and Brasilândia cities. In Bataguassu, I made a snack and bought water. I followed the highway up to the dirt road at the left side that headed to the confluence, between Brasilândia and Três Lagoas cities.

After catching the dirt road, I headed more 9,200 meters up to a farm entrance. According to the satellite photos, in this farm it’s possible to go by car up to 900 meters close to the exact point, but it wasn’t clear if this is the better way, due to this final leg includes crossing a bush area, and maybe a stream.

I opened the farm gate and got in with the car. Some meters after, I saw some employees and stopped to talk with them. The chat initially wasn’t productive. I didn’t get to explain them what I was doing there and they said that the region has a lot of robbery, and any unknown person hiking is always a suspect.

After some time talking with them, I decided to show the satellite photo, and then they explained me that the point lays out of that farm, in the other side of a stream, as I have suspected. The access by that farm is, then, very hard. Otherwise, following the road some meters, there is a bridge and, then, it’s easier to go up to the point. I had already observed this alternative, when analyzing the photo. The problem of this way is that the road in this case passes more than 2,000 meters to the confluence. However, there wasn’t other alternative. I thanked them for the information and turn back to the road.

I went ahead, crossed the bridge and stopped the car in the closest point, at 2,120 meters to the confluence. In this case, I didn’t see anyone. The region is a huge eucalyptus plantation and, according to the information of the employee of the other farm, the farmhouse of this new farm doesn’t lays there, it lies in the highway. Nevertheless, the fact that any person is a suspect in this region worried me. But, having just gone up there, I must go ahead.

There was a second problem: the lack of time. When I was planning this trip, I discovered that the car rental agency closes at 16:00. I tried to convince the employee of the agency to allow me to deliver the car later, but I couldn’t get it. Then, I must come back to Presidente Prudente city before this time.

I had been made the following plan: at first, let’s to imagine that there isn’t any time limit. In this case, my ideal itinerary is, from the current point, go ahead up to Três Lagoas city, cross Paraná river, coming back to São Paulo state, and go back to Presidente Prudente by other way, where there are other two confluences to be visited. I would make, then, a circular itinerary Presidente Prudente – Três Lagoas – Presidente Prudente, going by one way and coming back by other one, and trying four confluence visits, two going and two returning.

There is, however, the time limit. I started the trip at 6:00 and should arrive at 15:00 (one hour before the time when the car rental agency will close, in order to have a security margin). I have, so, an amount of 9 hours to do all the way. In the circular itinerary Presidente Prudente – Três Lagoas – Presidente Prudente, the farthest point is… Três Lagoas. In order to simplify the argument and don’t explain some complicated details that I considered (like to discount detours and stops), I needed to divide this amount of time of 9 hours in two parts of 4.5 hours, one part to go and one part to come back. Ok, if in the first 4.5 hours part, I will get up to the farthest point (Três Lagoas city), than I can came back by the other planned way. However, if the 4.5 hours runs out before arriving there, I must stop immediately and turn back by the same way.

Back to the narrative, when I stopped the car at 2,120 meters from the confluence, I made the calculations and realized that the time runs out. If I made the hike up to the confluence, I would exceed the time limit by 18 minutes. I thought a bit and decided to go ahead. After all, I have an hour of security margin and, moreover, it’s a great loss to make this big trip and visit only one confluence (in my previous trip this happened: three months before, I traveled by plane to Curitiba city and got to visited only one confluence).

The hike up to the point was easy. The entire path is in a small dirt road beside the eucalyptus plantation, and following the stream. The exact point lies exactly on the small road. I got all GPS zeroes easily. The only problem in the hike was the very high temperature. Making a four-kilometer hike in Mato Grosso do Sul is much harder than make it in Minas Gerais, especially in this time of the day.

After visiting the point, I turned back using the same way, due to time limit. When I arrived in Paraná river, the traffic was locked again. I worried about it, due to if the stop time were longer than in the previous occasion, my delay would increase. And, really, this happens, and I almost lost the time. I arrived in the car rental agency at 15:40, twenty minutes before the time limit. If this time exceeds, I would need to stay in the city until Sunday, would need to search a hotel and would need to try to change the bus ticket.

After delivering the car, I had dinner in a shopping in Presidente Prudente and caught the bus back to Campinas at 21:40, arriving at 6:05. Finally, at 7:00 I caught other bus and went home.


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#1: Visão geral - general view
#2: Visão oeste - west view
#3: Visão norte - north view
#4: Visão leste - east view
#5: Visão sul - south view
#6: GPS
#7: Confluência 2.120 metros adiante - confluence 2,120 meters ahead
#8: Rio Paraná, divisa interestadual e a ponte interditada - Paraná river, interstate border and interrupted bridge
#9: Ponte em obras - bridge in works
#10: Travessia do rio Paraná: uma ponte de 2.550 metros e um aterro de 9 quilômetros - crossing Paraná river: bridge with 2,550 meters and enbankment with 9 kilometers
ALL: All pictures on one page (broadband access recommended)