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the Degree Confluence Project
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Brazil : Pernambuco

4.1 km (2.5 miles) SSE of Moreira, Pernambuco, Brazil
Approx. altitude: 345 m (1131 ft)
([?] maps: Google MapQuest Multimap world confnav)
Antipode: 8°N 144°E

Accuracy: 6 m (19 ft)
Click on any of the images for the full-sized picture.

#2: A cactus at the confluence #3: ...at the confluence... #4: The visitors of the confluence... #5: another picture with the vegetation #6: desert area 200 meters from the confluence

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  8°S 36°W  

#1: Caatinga vegetation at the confluence

(visited by Karsten R and AC GC)

English

Portuguese

23-Mar-2003 --

English

We had been to Recife for vacation and decided to rent a car to go a bit more inland in order to visit some confluences.

This confluence was the second after 8S35W. The land started to get much dryer as we got more distant from the coast.The tall trees were replaced by bushes and cactus. The people also got poorer and poorer.

This confluence was close to a city called Toritama, 20 kilometers north of Caruaru, a bigger city with bars and hotels. This time we managed to get only 4.5 kilometers close to the confluence using the road. Then we decided to enter a track into the field and search for a place to park the car.

This time we parked the car at a woman's house and talked to here that we wanted to learn to know the area. Since the car stood in front of a house now, the risk that someone robs the car was smaller, as it seemed that it belonged to someone in the house.

Then we started walking. We thought it would take about one hour since it was 4.5 kilometers and one walks with a speed of 4 kilometers an hour. This was very unrealistic, as we should find out later. We passed some houses as we slowly approached the confluence.

At one house a mad dog ran towards us barking like crazy, luckily it stoped 5 meters from us and didnt attack us, we were really relieved.

When we got as close as 3.5 kilometers we met a farmer that asked us what we were doing there and we explained that we made a study to learn to know the area. It would be too complicated to explain one of those people the confluence project since many of them dont even know how to write. We asked for a track that would lead us in the direction of the confluence. He said there would be a road to another village (with road the people mean smaller muddy tracks that we very difficult to drive) and he opened the gate of his farm for us to walk through there to get to the other village. After walking among many cows and chicken we managed to reach the other village after 2 hours of walking, now it was just 2 kilometers to the confluence. The people stared at us like crazy, although we were hiding the GPS and the camera, it seemed they had never seen strangers.

After having left the village we took a track and managed to get as close as 1.5 kilometers from the confluence. Now we had a problem: there was no way to continue walking because one direction was blocked by a river; the other was blocked by a fence and the dense caatinga vegetation. The caatinga is the native forest of the area, consisting out of bushes, succulents and cactus. The pictures show this vegetation.

We decided to find a way through this forest. As we asked people how to get there they told us there is nothing to see really. We met the land owner, he seemed really rough and had a big knife in his hands and asked him if we could go there and he told us just to go. With this permission we felt encouraged again. We climbed across the fence and made our way through the dense bush-forest.

After 30 minutes we reached a river with no bridge and to reach the confluence we had to cross it.

We asked a guy that was planting things to help us and we decided to help us crossing the river. Walking we saw a dead cow. We continued walking. After a while, he asked us to take our shoes off and walk with him through the water, this took 30 minutes. When we had crossed to river the confluence seemed to be in the Caatinga again. We asked if there was a way to go there and he said it would be dangerous since it was an area to hunt animals. However, there was no other way for us, now we were just 900 meters from the confluence, we couldnt give up ! After walking through the hunting area and climbing through many fences we reached a desert. This desert is shown on picture #6. Now it was only 200 meters. We were already happy that no dense vegetation would bug us when we reached another fence and dense bushes behind it. While making our way through those bushes we got full of scrates and our cloth got destroyed.

In those bushes we managed to reach the confluence. All pictures from #1 to #5 were taken directly at the confluence in the middle of nowhere : in the middle of the Caatinga.

After 7 hours we got back to our car, sunburned, tired, but motivated for the next confluence : 8S38W !

Portuguese

Estivemos em Recife para passar as férias e decidimos alugar um carro para conhecer um pouco mais do interior e visitar algumas confluências.

Esta confluência foi a segunda, após 8S35W. A terra começou a ficar mais árida conforme nos afastávamos do litoral. As árvores altas foram substituídas por arbustos e cactos. As pessoas também se tornavam mais e mais pobres.

Esta confluência fica perto de uma cidade chamada Toritama, a 20 km ao norte de Caruaru, uma cidade grande com bares e hotéis. Desta vez conseguimos chegar apenas 4.5 kms da confluência por meio da estrada. Decidimos entrar numa trilha e procurar um local para estacionar o carro. Desta vez estacionamos o carro na casa de uma mulher e falamos para ela que queríamos conhecer a região. Uma vez que o carro ficou na frente da casa dela, o risco do carro ser roubado era menor, pois parecia pertencer a alguém que morasse naquela casa.

Então, começamos a andar. Pensávamos que levaria mais ou menos 1 hora porque estávamos a 4.5 kms de distância da confluência e uma pessoa anda aproximadamente 4 kms por hora. Isso não era a realidade, conforme descobrimos a posteriori. Passamos por algumas casas ao passo que nos aproximávamos da confluência. Numa casa, um cachorro brabo correu em nossa direção, mas por sorte parou uns 5 metros na nossa frente e não nos atacou. Ficamos extremamente aliviados com a nossa sorte!

Quando chegamos a 3.5 kms , nós encontramos um fazendeiro que nos perguntou o que fazíamos ali. Nós explicamos que nós fazíamos um estudo sobre o local para conhecer a área. (Seria muito complicado explicar o que efetivamente estávamos fazendo por ali). Nós perguntamos por alguma trilha que nos levasse em direção à confluência. Ele nos informou uma trilha que nos levaria à cidade vizinha ( por estradas, as pessoas queriam dizer pequenas trilhas cheias de lama que fica basicamente impossível passar com o carro) e ele abriu o portão da sua fazenda para que pudéssemos alcançar a próxima cidadezinha. Após termos andado no meio de muitas vacas e galinhas, conseguimos alcançar a próxima cidade. Depois de 2 horas andando, chegamos à 2 kms da confluência.

As pessoas olhavam muito para nós, apesar de escondermos o GPS e a câmera fotográfica, parecia até que eles nunca tinham visto alguma pessoa que não fosse de lá.

Após sairmos da trilha e conseguirmos chegar a 1.5 kms de distância da confluência, tínhamos um problema: não tínhamos como continuar andando: numa direção tínhamos um rio que bloqueava a nossa travessia, na outra direção tínhamos um muro de arame farpado e de densa caatinga. A Caatinga é a vegetação típica do local, formada por arbustos e cactos. As fotos mostram apenas essa vegetação. Decidimos, então, achar um jeito de alcançar a confluência pela floresta. Ìamos perguntando as pessoas um jeito de chegarmos perto de onde queríamos, mas elas nos diziam que não tinha nada para ver onde queríamos ir. Encontramos um fazendeiro e ele parecia extremamente bruto, carregando um grande facão na mão. Nós perguntamos a ele se poderíamos andar por lá e ele apenas nos informou que sim, poderíamos ir. Com a permissão dele nos sentimos encorajados outra vez. Pulamos o muro e arranjamos o nosso jeito de atravessar a densa floresta cheia de arbustos.

Após 30 minutos alcançamos um rio sem ponte e para alcançar a confluência, teríamos que atravessá-lo.

Perguntamos a um cara que estava jogando algumas sementes para plantio se ele nos poderia ajudar a atravessar o rio. Andamos e vimos uma vaca morta. Continuamos andando. Logo após ele nos recomendou tirar os sapatos e andar com ele pela água. O rio tinha muitas pedras e foi um pouco difícil atravessar o rio porque não estamos acostumados. A travessia pelo rio levou 30 minutos. Quando atravessamos o rio, a confluência parecia estar na caatinga outra vez. Perguntamos a ele se existia uma maneira de chegar na direção onde queríamos, e ele nos informou que seria perigoso, uma vez que a área servia para a caça de animais. Contudo, não tinha outra maneira para nós, estávamos a apenas 900 metros da confluència, não desistiríamos de jeito nenhum!

Após termos andado pela floresta designada à caça e atravessado vários muros de arame farpado, chegamos a um deserto ( uma região árida). Este deserto está na foto #6. Estávamos a apenas 200 metros da confluência. Ficamos felizes de não ver vegetação densa nos atrapalhando, tinham apenas arbustos atrás do muro. Enquanto caminhávamos pelos arbustos, ficamos cheios de arranhões e a nossa roupa ficou cheia de buracos. No meio daqueles arbustos, conseguimos alcançar a confluência. Todas as fotos , de # 1 até a foto #5 foram tiradas diretamente na confluência, que se localiza literalmente no meio do nada. Fica exatamente no meio da caatinga.

Após 7 horas de caminhada, retornamos ao carro, super queimados, cansados, mas ainda motivados a chegarmos na próxima confluência: 8S38W.


 All pictures
#1: Caatinga vegetation at the confluence
#2: A cactus at the confluence
#3: ...at the confluence...
#4: The visitors of the confluence...
#5: another picture with the vegetation
#6: desert area 200 meters from the confluence
ALL: All pictures on one page (broadband access recommended)