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the Degree Confluence Project
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Brazil : Pará

9.3 km (5.8 miles) W of Tubarões, Pará, Brazil
Approx. altitude: 84 m (275 ft)
([?] maps: Google MapQuest Multimap world confnav)
Antipode: 3°N 128°E

Accuracy: 5 m (16 ft)
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#2: Visão oeste - west view #3: Visão norte - north view #4: Visão leste - east view #5: Visão sul - south view #6: GPS #7: Confluência 280 metros adiante - confluence 280 meters ahead #8: Parei o carro a 1.900 metros do ponto exato, bem em frente à pesada tempestade que estava prestes a cair - I stopped the car 1,900 meters to the exact point, just in front of the heavy thunderstorm ready to fall #9: Voltando para o asfalto, debaixo da tempestade - going back to the asphalt, under the thunderstorm #10: Ladeira da Velha na Rodovia Transamazônia - Old Woman's Ascent at Transamazônica Highway

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  3°S 52°W  

#1: Visão geral - general view

(visited by José Eduardo Guimarães Medeiros)

English

02-Mai-2015 -- Na sexta-feira, 1º de maio, às 22 horas, peguei um ônibus em Marabá para mais uma viagem de ônibus por toda a noite. Desta vez, o destino foi Altamira, localizada a 500 quilômetros de distância. O detalhe interessante nesta viagem é que o percurso é todo feito pela conhecida Rodovia Transamazônica, e que, dos 500 quilômetros, pelo menos uns 300 são por estrada de terra.

Cheguei a Altamira às 11 horas da manhã, uma hora a mais que o previsto, aluguei um carro e parti em direção à confluência 3S 52W, uma confluência surpreendentemente fácil, considerando-se que Altamira se localiza no meio da Floresta Amazônica e que todas as outras confluências próximas se localizam em regiões absolutamente inacessíveis.

Altamira é conhecida pelo fato de ser o maior município do Brasil e um dos maiores do mundo, cobrindo uma área de quase 160 mil km², sendo, portanto, maior do que todo o estado do Ceará ou maior do que a Inglaterra. A cidade, localizada à beira do rio Xingu, tem pouco mais de 100 mil habitantes. No rio Xingu, a cerca de 60 quilômetros de Altamira, está sendo construída a Usina de Belo Monte, que pode ser avistada a partir da Rodovia Transamazônica, logo após uma travessia de balsa.

Peguei a rodovia PA-415, asfaltada, em direção à cidade de Vitória do Xingu. Após uns 40 quilômetros, peguei uma estrada de terra à direita, que estava em boas condições, apesar de alguns pontos com barro.

A previsão era que eu percorreria 8 quilômetros pela estrada de terra e pararia o carro a apenas 260 metros do ponto exato. No entanto, quando eu estava a 1.900 metros da confluência, me deparei com uma porteira e uma placa anunciando que ali se iniciava a Fazenda San Thiago. Embora a porteira não estivesse trancada, achei melhor não entrar de carro, uma vez que a distância não era tão grande para caminhar. Outra motivação para não entrar de carro foi evitar ter que falar com alguém, uma vez que isso traria o risco de eu não receber permissão para ir até o ponto exato, como havia ocorrido na minha viagem anterior, quando eu não obtive permissão para visitar a confluência 7S 49W.

Iniciei a caminhada e, quando percebi que a estrada de terra passava bem em frente à sede da fazenda, entrei no mato, para evitar ser interpelado por alguém. Mais adiante, após passar pela sede, eu voltei para a estrada.

O trecho final de caminhada, após deixar a estrada de terra novamente, foi também fácil, através de um trecho de mato na subida de um morro. O ponto exato se localiza na metade da altura desse morro, exatamente sobre um tronco de árvore caído.

Zerei o GPS e fiz todo o caminho de volta, pegando uma chuva leve no percurso até o carro. Desta vez, não havendo mais o risco de ser impedido de visitar a confluência, não me preocupei em sair da estrada de terra. Passei bem em frente à sede da fazenda, mas não fui interpelado por ninguém. Eu é que tomei a iniciativa de cumprimentar uma pessoa próxima, sem dar qualquer explicação do que eu estava fazendo ali.

Quando me aproximei do carro, percebi que uma chuva muito pesada estava prestes a cair, como mostra uma das fotos publicadas. E, de fato, logo que entrei no carro e iniciei o caminho de volta, começou uma tempestade. Fiquei bastante preocupado com as condições da estrada de terra nos seis quilômetros que ainda me restavam até o asfalto. Embora, de fato, muitos trechos tenham causado dificuldade, alguns com grandes poças de água e outros muito escorregadios, consegui chegar até o asfalto e fiz toda a viagem de volta.

Ao chegar a Altamira, eu ainda pretendia fazer uma visita de carro às obras da Usina de Belo Monte, para tirar algumas fotos, mas não havia mais tempo. A agência em que eu aluguei o carro iria fechar às 17 horas e eu tinha que estar lá antes disso. Devolvi o carro, tomei um lanche reforçado (eu ainda não tinha almoçado) e fui para a rodoviária esperar o ônibus. Ainda eram 17 horas e o ônibus estava previsto para sair apenas às 20 horas.

Quando o horário de saída chegou, o ônibus não apareceu. Fui me informar, e me disseram que aquele dia havia sido particularmente chuvoso em toda a região, e a Rodovia Transamazônica estava com muitos pontos de atolamento. Por causa disso, não havia previsão de quando o ônibus chegaria. Não tive outra alternativa a não ser continuar esperando.

O ônibus apareceu apenas 3 horas depois, às 23 horas. Iniciei a viagem de volta para Marabá, já acreditando que minha viagem também estaria sujeita a novos atolamentos. E, de fato, quando eram 4 da manhã, o ônibus atolou em uma subida conhecida como Ladeira da Velha. O motorista nos anunciou que iria esperar pelo menos até o amanhecer para ver o que iria fazer.

Pelo que pude me informar, a Ladeira da Velha é o trecho mais crítico de todo o percurso de Altamira a Marabá, e tem esse nome porque, em uma certa oportunidade, um ônibus virou, todos morreram, e só sobrou uma velha. Por outro lado, a topografia que encontrei na região evidencia que, hoje em dia, a ladeira é muito mais suave e menos perigosa que há algum tempo. Embora a ladeira ainda não tenha sido asfaltada, as obras de terraplenagem já fizeram um gigantesco corte na ladeira, que incluiu também a detonação de um grande trecho de rocha, reduzindo a altura do cume da ladeira em pelo menos uns dez metros, conforme mostra uma das fotos publicadas.

Quando eram 6 horas da manhã, o motorista resolveu tentar subir a ladeira e, com muita dificuldade, escorregando bastante e parando periodicamente para esfriar o motor, o ônibus foi aos poucos subindo, até finalmente vencer a ladeira, após mais de uma hora de trabalho. Cheguei a Marabá às 15 horas, sete horas a mais que o horário previsto.

English

02-May-2015 -- Friday, May 1st, at 22:00, I caught a bus at Marabá city starting once more a trip by the entire night. At this time, my destination was Altamira city, located 500 kilometers far. The remarkable fact of this trip is that the trip is by the famous Transamazônica Highway (Highway across Amazon Jungle) and that at least about 300 out of 500 kilometers are by dirt road.

I arrived at Altamira at 11:00, one hour after the previewed time, I rented a car and I headed to 3S 52W confluence, an incredibly easy confluence, considering that Altamira lies in the middle of Amazon Jungle and all the nearest confluences are completely inaccessible.

Altamira is known as the biggest municipality of Brazil, and one of the biggest of the world, covering an area of almost 160,000 square kilometers, bigger than Ceará state and bigger than the England. The city, located at the edge of Xingu River, has a bit more than 100,000 inhabitants. In Xingu River, about 60 kilometers from Altamira, is been constructed the Belo Monte hydroelectric power plant, which can be viewed from the Transamazônica Highway, a bit after a ferry crossing.

I caught PA-415 paved highway, heading to Vitória do Xingu city. After about 40 kilometers, I caught a dirt road at right, in good condition, although there was some mud.

My preview was to drive by 8 kilometers by the dirt road and stopped the car only 260 meters to the exact point. However, when I was 1,900 meters to the confluence, I faced a gate and a plate announcing that at that point the San Thiago Farm starts. Although the gate wasn’t locked, I preferred not to enter by car, because the distance wasn’t so big to hike. Other reason not to enter by car was to avoid talking with someone, because this would create the risk of not getting permission to go up to the exact point, as occurred in my previous trip, when I didn’t get permission to visit the confluence 7S 49W.

I started the hike and, when I realized that the dirt road would pass in front of the farmhouse, I entered in the bush, in order to avoid be questioned by someone. Later, after passing by the farmhouse, I came back to the road.

The final leg of the hike, after leaving the dirt road again, was also easy, by a bush climbing a mount. The exact point locates at the middle of the mount, exactly over a fallen tree trunk.

I got all GPS zeroes and made all the way back, taking a light rain during the hike. By this time, without the risk of be forbidden to visit the confluence, I didn’t concern about passing in front of the farmhouse. I do this, and I wasn’t questioned by anyone. On the other hand, I took the initiative of greeting a person that was near of me, without giving any explanation about what I was doing there.

When I approximated to the car, I realized that a strong thunderstorm would just fall, as showed in one of the published photos. Really, when I entered in the car and started the way back, the thunderstorm began. I turned a lot concerned with dirt road condition in the six remaining kilometers up to the asphalt. Although, in fact, several legs were hard, some of them with big puddles and others very slippery, I managed to go up to the asphalt and made all the way back.

When arriving at Altamira, I still intended to visit the works of Belo Monte hydroelectric power plant in order to take some photos, but there wasn’t enough time. The agency where I rented the car would close at 17:00 and I had to be there before this time. I delivered the car, took a big snack (I still hadn’t lunch) and I went to the bus station in order to wait for my bus. It was 17:00 and the bus time was only 20:00.

When it was 20:00, my bus didn’t appear. I asked for information, and they said that that day had been particularly rainy in the entire region, and the Transamazônica Highway had many legs where the vehicles became bogged down. Because of this, there wasn’t any preview about when the bus would arrive. Without any other alternative, I stayed waiting.

The bus appeared only 3 hours after, at 23:00. I started the trip back to Marabá, believing that the bus could become bogged down again. Really, when it was 4:00, the bus became bogged down in an ascent known as Ladeira da Velha (Old Woman’s Ascent). The driver announced that he would wait at least up to the sunrise to think about what to do.

According to the information that I obtained, the Ladeira da Velha is the more critical leg of all the way from Altamira to Marabá, and this name is due to the fact that, in some opportunity, a bus fell and all the passengers died, except an old woman. On the other hand, the topography that I found in the region shows that, nowadays, the ascent is much smoother and less dangerous then some time ago. Although the ascent isn’t asphalted yet, the earthwork already make a huge cut in the ascent, including a work of rock detonation, reducing the height of the peak of the ascent by at least ten meters, as showed in one of the published photos.

When it was 6:00, the driver decided to try to go ahead and, with a lot of hardness, slipping very much and stopping periodically to cool the machine, the bus climbed slowly, up to finally managing the entire ascent, after more than one hour of effort. I arrived at Marabá at 15:00, seven hours after the previewed time.


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#1: Visão geral - general view
#2: Visão oeste - west view
#3: Visão norte - north view
#4: Visão leste - east view
#5: Visão sul - south view
#6: GPS
#7: Confluência 280 metros adiante - confluence 280 meters ahead
#8: Parei o carro a 1.900 metros do ponto exato, bem em frente à pesada tempestade que estava prestes a cair - I stopped the car 1,900 meters to the exact point, just in front of the heavy thunderstorm ready to fall
#9: Voltando para o asfalto, debaixo da tempestade - going back to the asphalt, under the thunderstorm
#10: Ladeira da Velha na Rodovia Transamazônia - Old Woman's Ascent at Transamazônica Highway
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