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the Degree Confluence Project
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Brazil : Minas Gerais

24.5 km (15.2 miles) NW of Lagoa, Minas Gerais, Brazil
Approx. altitude: 868 m (2847 ft)
([?] maps: Google MapQuest Multimap world confnav)
Antipode: 17°N 133°E

Accuracy: 52 m (170 ft)
Click on any of the images for the full-sized picture.

#2: Visão oeste - west view #3: Visão norte, montanha acima - north view, up in the mountain #4: Visão leste - east view #5: Visão sul - south view #6: GPS #7: Parei o carro a 2.150 metros da confluência - I stopped the car 2,150 meters to the confluence #8: Caminhada até a confluência - hiking to the confluence #9: Confluência 940 metros adiante - confluence 940 meters ahead #10: Confluência 190 metros adiante - confluence 190 meters ahead

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  17°S 47°W (visit #2)  

#1: Visão geral - general view

(visited by José Eduardo Guimarães Medeiros)

English

19-Mai-2016 -- Na terça-feira, 17 de maio, fiz uma viagem a trabalho para Brasília. Passei o dia 18 cumprindo meus compromissos profissionais e, no dia seguinte, dediquei o dia todo a visitar confluências. Esta é a terceira vez que aproveito uma viagem a trabalho para a capital federal para visitar confluências. Em agosto de 2009, na primeira viagem, eu visitei a confluência 16S 48W, única confluência localizada no Distrito Federal. E em março de 2014, na segunda viagem, eu visitei as confluências 16S 47W, em Minas Gerais, e 15S 47W, em Goiás.

Acordei na quinta-feira, dia 19 de maio, às 6 horas, tomei café, encerrei minha conta no hotel e parti em busca das confluências, no carro que eu havia alugado na noite do dia anterior. Peguei a BR-040, atravessei as divisas do Distrito Federal com o estado de Goiás e dos estados de Goiás e Minas Gerais. Quando eu estava a poucos quilômetros da cidade de Paracatu, virei à direita e peguei uma estrada de terra, após viajar por cerca de 210 quilômetros.

Segui pela estrada de terra, em excelentes condições, em meio a grandes plantações, por mais oito quilômetros, e parei o carro a 2.150 metros, em linha reta, do ponto exato, no local onde começaria a prevista caminhada de 3 quilômetros.

Iniciei a caminhada pela estrada, atravessei uma porteira trancada a cadeado, e, ao passar perto de uma casa, fui abordado por uma pessoa, que se identificou como Ozório e disse que era o dono da fazenda. Pedi permissão para seguir em frente e ele a concedeu. Peguei, então, uma grande área de plantação, que estava totalmente limpa, em uma região muito bonita.

A caminhada foi extremamente fácil e agradável até eu chegar a 190 metros do ponto exato, quando então a seta do GPS passou a apontar para uma área de mata fechada, que fazia o limite natural entre a área de plantação e um vale bastante profundo. A caminhada, que até então foi muito fácil, se tornaria, nesses metros finais, extremamente complicada.

Atravessei com alguma dificuldade a mata e então comecei a descer o vale. Era uma descida extremamente íngreme, em uma região de mato bastante alto. A dificuldade tornou-se ainda maior e o medo de pisar em falso e torcer o pé me obrigou, em alguns trechos, a descer sentado no mato. Em outros, quando eu pisava no mato e demorava a sentir o chão firme sob o pé, eu rapidamente me sentava, para evitar enfiar o pé em um buraco.

Com muita dificuldade fui até 47 metros do ponto exato, e parei em uma área mais plana, que facilitava o registro da confluência. Tirei as fotos e iniciei o caminho de volta. A subida, embora bem menos perigosa, foi muito mais cansativa. Tive de parar várias vezes no caminho, até finalmente chegar à área de plantação, após atravessar novamente o trecho de mata.

Fiz todo o caminho de volta. No trecho final, continuei andando pela plantação até chegar no carro, sem passar por dentro da fazenda, como fiz no caminho de ida.

Voltei à BR-040 e fiz o caminho de volta até a cidade de Cristalina, em Goiás, onde parei para abastecer o carro e tomar um lanche, em substituição ao almoço. A partir de Cristalina, eu pretendia pegar a BR-050 e ir em busca da segunda confluência do dia, a 17S 48W. Porém, ao fazer os cálculos, considerando que já eram 14 horas e eu pegaria o avião de volta para casa às 21h30min, eu percebi que não havia tempo suficiente para fazer essa segunda visita. Voltei, então, para Brasília, onde dei uma volta em um shopping, jantei, devolvi o carro e peguei o avião no horário previsto.

Esta é a minha confluência de número 100. Com esta visita, eu entro no seleto grupo de 21 pessoas em todo o mundo que já visitou uma centena de confluências. Trata-se de um bom momento para recordar e fazer algumas considerações a respeito de meu histórico de visitas.

Quando eu comecei a visitar confluências, em dezembro de 2008, eu não imaginava que conseguiria chegar à marca de 100 visitas. O motivo é simples. Naquela época, eu morava na região metropolitana de Belo Horizonte, e não passava pela minha cabeça sair de lá. E morar sempre na mesma cidade não é algo que favoreça o aumento da coleção de visitas.

Para se ter uma ideia, fiz alguns cálculos e cheguei à seguinte conclusão. Suponhamos que uma pessoa começasse a visitar confluências próximas à sua casa, expandindo progressivamente seu raio de alcance à medida que as confluências mais próximas fossem se esgotando, e sem visitar nenhuma confluência em algum local mais distante. Considerando uma média mundial (uma vez que as distâncias entre confluências variam dependendo da região do planeta), a centésima confluência que essa pessoa visitaria estaria a cerca de 450 quilômetros em linha reta de sua casa. Vale lembrar, ainda, que esse cálculo faz duas suposições. A primeira é que todas as confluências no caminho de expansão dessa pessoa foram visitadas (o que nem sempre ocorre, uma vez que algumas confluências são de acesso muito difícil e têm de ser desconsideradas). E a segunda é que esta pessoa mora longe do litoral, e pode, assim, expandir seu raio de ação em todas as direções.

Esse cálculo mostra que, de fato, uma pessoa que sempre morou em um mesmo local, e viaja apenas anualmente, ou semestralmente (por ocasião das férias), terá uma enorme dificuldade em atingir o número de 100 confluências, uma vez que chegará um momento em que as confluências ainda não visitadas começarão a ficar distantes demais para serem visitadas com uma razoável frequência.

Analisando o perfil das pessoas que alcançaram a marca de 100 visitas, de fato, predominam as pessoas que viajam muito frequentemente, e aproveitam essas viagens para realizar novas visitas, ou pessoas que moraram em lugares variados ao longo do tempo. Eu me enquadro, primordialmente, no segundo grupo. De 2008, ano em que iniciei minhas visitas, até hoje, eu morei em quatro locais completamente diferentes do Brasil, e cada mudança descortina um universo totalmente novo de confluências a serem visitadas.

Minha confluência de estreia foi a 20S 44W, uma confluência muito fácil, localizada dentro da cidade de Belo Horizonte. Menos de três meses depois, eu já havia visitado sete confluências, algumas próximas de minha casa, outras durante duas viagens, uma para a casa dos meus pais, e outra para o povoado onde meu pai nasceu, regiões que, à época, eu visitava com bastante frequência.

Em março de 2009, nas minhas férias, eu fiz uma viagem de carro com a família na qual eu visitei outras cinco confluências. Nesta viagem, visitei minha primeira confluência fora de Minas Gerais, a 22S 47W, em São Paulo.

Nos meses seguintes, outras sete confluências foram visitadas no estado de Minas Gerais, próximas de minha casa ou um pouco mais distantes, aproveitando viagens realizadas com a família. A última confluência do ano de 2009 seria durante a já citada primeira viagem a trabalho para Brasília. Esta seria minha primeira visita fora da região Sudeste do Brasil. Eu completaria o ano de 2009 com um total de 20 confluências, numa predominância muito forte do estado de Minas Gerais, que contava com 18 dentre essas 20 visitadas.

No primeiro semestre de 2010, visitei mais duas confluências em Minas Gerais e, em julho, eu experimentaria pela primeira vez uma metodologia de realização de visitas que se tornaria a mais importante forma de incrementar minha coleção de confluências ao longo de todos os anos seguintes: as viagens de ônibus de fim de semana.

Nesse mês de julho, eu precisava viajar de Belo Horizonte para Uberaba, com o intuito de ir buscar meu filho, que passava alguns dias na casa de meu irmão. Eu passaria a noite toda viajando de ônibus, chegando lá na manhã seguinte. Como sempre, eu pretendia aproveitar a viagem para visitar confluências. Porém, a única maneira de realizar alguma visita seria alugar um carro em Uberaba. Fiz isso, dediquei um dia todo a visitas e consegui visitar duas novas confluências nesse dia.

Essa experiência seria, para mim, uma grande descoberta. Eu havia acabado de perceber que, viajando a noite toda de ônibus, de sexta-feira para sábado, eu chegaria na manhã seguinte em uma cidade bem distante de casa (a cerca de 500 quilômetros), na qual eu poderia alugar um carro e dedicar todo o sábado a visitas a confluências, visitando uma, duas ou até três confluências em um único dia. No sábado à noite, eu pegaria outro ônibus, viajaria a noite toda novamente e chegaria em casa no domingo de manhã, tendo todo o domingo para descansar.

Já no mês seguinte, agosto, repeti esse formato de viagem, desta vez indo para a cidade de Vitória, onde visitei minhas duas primeiras confluências no estado do Espírito Santo. E em setembro, em uma nova repetição do formato, viajei para a cidade de Janaúba e visitei outras duas confluências no extremo norte de Minas.

Outras três confluências foram visitadas e, com uma coleção de 31 registros, em novembro de 2010, eu faço minha primeira mudança. Deixo a região metropolitana de Belo Horizonte e me mudo para a cidade Poços de Caldas, no sul de Minas e na divisa com o estado de São Paulo. Embora eu ainda morasse em Minas Gerais, a minha mudança para Poços de Caldas marcou o fim da hegemonia de visitas neste estado. Afinal, nessa época, eu já tinha visitado todas as confluências do sul de Minas, e a nova terra a ser explorada a partir de então seria o estado de São Paulo. Para se ter uma ideia do significado dessa mudança, até então eu tinha visitado 25 confluências em Minas Gerais e apenas 6 em outros estados. Desse momento em diante, até hoje, eu visitaria outras 69 confluências, das quais apenas 3 em Minas Gerais. As visitas no estado em que eu nasci, que eram extremamente frequentes, se tornariam extremamente raras.

O ano de 2010 seria encerrado com duas confluências no estado de São Paulo, próximas à minha casa.

Iniciei as visitas do ano de 2011 com uma viagem de ônibus de fim de semana para Londrina, no Paraná. Nessa oportunidade, além de visitar minha primeira confluência na região Sul do Brasil, eu consegui visitar, pela primeira vez, três confluências em um único dia. Eu só repetiria esse feito mais uma vez, quase três anos depois.

Ainda no ano de 2011, eu faria mais uma viagem de ônibus de fim de semana para a cidade de Presidente Prudente, visitando duas confluências, uma viagem de avião para Curitiba, visitando uma confluência, e uma viagem de carro com a família para a região central do estado de São Paulo, visitando três confluências. Encerrei o ano com uma coleção de 42 visitas.

Em janeiro de 2012, fiz uma viagem de férias para Recife, e visitei quatro confluências em três diferentes estados: Pernambuco, Paraíba e Alagoas. Foram minhas primeiras confluências na região Nordeste e essas visitas se destacaram em meu mapa de confluências por se localizarem em uma região muito distante de todas as outras, que formavam, então, um conjunto bastante denso de registros abrangendo, principalmente, os estados de Minas Gerais e São Paulo.

Em fevereiro, eu encerrei minhas atividades morando na cidade de Poços de Caldas, em uma viagem de ônibus de fim de semana para Araçatuba, na qual visitei duas novas confluências. No mês seguinte, eu fiz minha segunda mudança, desta vez bem mais radical que a primeira. Eu passaria a partir de então a morar em Fortaleza, no Ceará. Esta, sim, seria uma região completamente nova, com todas as confluências próximas ainda a serem visitadas.

Ao longo do restante do ano de 2012, eu visitaria cinco confluências no estado do Ceará, próximas de minha casa, e outras quatro confluências na Bahia. As três primeiras confluências baianas seriam visitadas em uma viagem de carro de Belo Horizonte até Fortaleza, feita com o intuito de buscar meu carro, que estava na casa dos meus sogros. E a quarta confluência na Bahia seria visitada em uma viagem a trabalho para Salvador. O ano de 2012 seria encerrado com um somatório de 57 confluências visitadas. A minha 50a confluência, 5S 39W, no Ceará, considerada por mim, também, um marco importante, contém, em sua narrativa, uma revisão e algumas considerações a respeito da meia centena de registros realizados.

Nas férias de janeiro de 2013, eu fiz uma grande viagem de carro com a família, de mais de 7 mil quilômetros, minha maior viagem de carro até hoje, de Fortaleza até Minas Gerais e de volta para Fortaleza. Nesta viagem, eu visitei cinco novas confluências, uma no Rio Grande do Norte, uma na Paraíba, uma em Sergipe, uma em Minas Gerais e uma no Piauí. Eu já estava há mais de dois anos sem visitar uma confluência em Minas Gerais.

Em março, em uma viagem de ônibus de fim de semana para Teresina, eu visito duas novas confluências, uma no Piauí e uma no Maranhão. Esta última visita fez com que eu passasse a ter pelo menos uma confluência visitada em cada um dos nove estados nordestinos.

Até novembro de 2013, eu faria mais uma viagem de ônibus de fim de semana para Juazeiro do Norte, visitando duas novas confluências, faria uma viagem a trabalho para Belém do Pará, visitando minha primeira confluência na região Norte do Brasil, e uma viagem a trabalho para Teresina, visitando uma nova confluência.

Em dezembro, nas férias anuais, eu faço uma grande viagem de ônibus, passando pelas cidades de Palmas e Goiânia. Nessa viagem, eu visitei quatro confluências, uma no Tocantins, e três, em um único dia, em Goiás. O ano de 2013 terminaria com uma lista de 72 confluências.

Em 2014, visitei três confluências no Ceará, próximas de minha casa, fiz minha segunda viagem a trabalho para Brasília, visitando duas confluências, e uma viagem com a família para Natal, visitando uma nova confluência. No final do ano, eu faria minha terceira mudança de cidade. Deixaria Fortaleza, e passaria a morar em Marabá, no estado do Pará. O ano terminaria com minha primeira viagem de ônibus de fim de semana na nova região, para Belém, visitando mais uma confluência. Ao final de 2014 eu tinha 79 visitas.

O ano de 2015 se inicia com mais uma grande viagem de ônibus, passando pelas cidades de Cuiabá e Campo Grande, e com o registro de duas visitas nas proximidades de cada uma dessas cidades. Esta viagem fez com que eu passasse a ter pelo menos uma confluência visitada em cada um dos estados da região Centro-Oeste do Brasil.

Ao longo do ano de 2015, eu visitaria oito confluências relativamente próximas de minha casa, nos estados do Pará, Maranhão e Tocantins, e faria uma viagem de ônibus de fim de semana para Altamira, onde eu visitaria uma confluência. Além disso, em junho, em uma viagem de férias para Paris, eu registraria minha primeira (e única, até agora) confluência fora do Brasil.

Em dezembro, durante minhas férias em Minas Gerais, eu faria uma viagem de ônibus, passando por Vitória, no Espírito Santo, e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e visitando uma nova confluência em cada um desses estados. Esta viagem fez com que eu passasse a ter pelo menos uma confluência visitada em cada um dos quatro estados da região Sudeste do Brasil. O ano termina com a minha lista totalizando 95 confluências.

Finalmente, em 2016, eu fiz uma viagem de ônibus de fim de semana para Palmas, visitando uma nova confluência, viajei com a família para São Luís do Maranhão, visitando duas confluências, e visitei mais uma confluência no Pará, próxima de minha casa. E agora, em minha terceira viagem a trabalho para Brasília, desde que comecei a visitar confluências, completo meu centésimo registro. Por coincidência, a confluência de número 100 ocorre no estado de Minas Gerais, um estado de raríssimas visitas nos últimos anos, mas que ainda mantém, graças à sua enorme quantidade de visitas nos primeiros anos, uma coleção imbatível de 28 confluências visitadas. No ranking de número de visitas por estado, ele é seguido, bem de longe, por São Paulo, com 12 visitas, e por Ceará, com 9.

Embora essa narrativa já tenha se alongado demais, gostaria de encerrar com mais uma consideração. Das minhas 100 confluências, 99 foram no Brasil e uma foi na França. O Brasil é um país enorme, com enormes contrastes regionais, tanto em termos de vegetação natural quanto em termos de vocação agrícola, e as fotos que registrei nas 99 visitas que fiz por todas as regiões brasileiras é uma prova disso. Gostaria de apresentar uma coletânea de 20 fotos, que bem caracterizam toda essa diversidade regional.

Foto 1: plantação de café, muito comum no sul de Minas Gerais – confluência 21S 47W;

Foto 2: canavial, muito comum em São Paulo – confluência 22S 47W;

Foto 3: lago de Furnas, no sul de Minas Gerais – confluência 21S 46W;

Foto 4: montanhas de Minas Gerais – a caminho da confluência 22S 44W;

Foto 5: pedras de granito na região serrana do Espírito Santo – a caminho da confluência 20S 41W;

Foto 6: rio Paraná, divisa entre São Paulo e Mato Grosso do Sul – a caminho da confluência 21S 52W;

Foto 7: eucaliptos em São Paulo – confluência 23S 49W;

Foto 8: praia deserta em Alagoas – confluência 10S 36W;

Foto 9: lagoa e coqueiros em Alagoas – a caminho da mesma confluência da foto anterior;

Foto 10: caatinga no Ceará – confluência 5S 40W;

Foto 11: confluência 11S 37W em alto mar, próxima a Aracaju;

Foto 12: sertão do Piauí – confluência 7S 41W;

Foto 13: fazenda em Goiás, onde se localiza a confluência 15S 47W;

Foto 14: cactos no Rio Grande do Norte – a caminho da confluência 6S 36W;

Foto 15: Chapada dos Guimarães em Mato Grosso – a caminho da confluência 15S 56W;

Foto 16: fazenda no Mato Grosso do Sul – confluência 21S 55W;

Foto 17: bela estrada rural no Mato Grosso do Sul – a caminho da confluência 20S 55W;

Foto 18: travessia da baía do Guajará em direção a Belém – após a visita à confluência 3S 49W;

Foto 19: rodovia Transamazônica (esta ladeira atualmente está asfaltada) – retorno para casa após a visita à confluência 3S 52W;

Foto 20: cerrado no Tocantins – a caminho da confluência 8S 49W.

English

19-May-2016 -- Tuesday, May 17, I made a business travel to Brasília. I passed the entire day 18 making my professional compromises, and, in the following day, I dedicated the entire day visiting confluences. This is the third time in that I used a business travel to the capital of Brazil to visit confluences. In August 2009, in the first travel, I visited the confluence 16S 48W, the only one in Distrito Federal. And in March 2014, in the second travel, I visited the confluence 16S 47W, in Minas Gerais state, and 15S 47W, in Goiás state.

Thursday, May 19, I woke up at 6:00, took a breakfast, checked out the hotel and went to confluence hunting, with the car that I rented in the night of previous day. I caught BR-040 highway, crossed the Distrito Federal – Goiás and Goiás – Minas Gerais line borders. When I was a few kilometers before Paracatu city, I turned right and caught a dirt road, after driving by about 210 kilometers.

I followed by the dirt road, in excellent condition, among big plantations, by more eight kilometers, and stopped the car 2,150 meters, straight line, to the exact point, in the place where the 3 kilometers long hike would begin.

I started the hike by the road, crossed a locked gate and, when passing near a house, a man, named Ozório, said that he is the farm owner. I asked permission to go ahead and he allow me. I caught, then, a big plantation area, very clear, in a very beautiful region.

The hike was extremely easy and enjoyable up to 190 meters to the exact point. Then, the GPS arrows pointed to a dense forest, which is the natural border between the plantation area and a very deep valley. The hike, until then very easy, would change, in the remaining meters, to an extremely complicated one.

I crossed with some hardness the forest and then I started to descend the valley. It was an extremely steep descend, in a region with very tall bush. The hike turns more and more hard, and, due to the fear of a stumble and twist the foot, in some regions I must descent seated in the bush. In other regions, when I stepped and didn’t fell the solid ground under the foot, I quickly sit in the bush, in order to avoid stick the foot in a hole.

With a lot of hardness, I went up to 47 meters to the exact point, and stopped in a more flat area, which allows the confluence record. I took the photos and started the way back. The ascending, although much less dangerous, was much more tiring. I must stop several times in the way, up to finally to arrive at plantation area, after crossing again the forest area.

I made all the way back. In the final leg, I continued hiking by the plantation up to the car, without entering in the farm, as when going.

I came back to BR-040 highway and went up to Cristalina city, Goiás state, where I stopped to fuel the car and take a snack, replacing the lunch. From Cristalina, I would intend to catch BR-050 highway and go to the second confluence of the day, the 17S 48W one. However, when I made the calculations, considering that it was 14:00 and I would take the plane at 21:30, I realized that I hadn’t enough time to make the second visit. Then, I came back to Brasília, where I spent some time in a mall, took a dinner, delivered the car and took the plane in the previewed time.

This is my confluence number 100. With this visit, I entered in the restricted group of 21 people in the entire world that visited one hundred of confluences. This is, then, a good moment to remember them and make some considerations about my confluences history.

When I started to visit confluences, in December 2008, I didn’t imagine that I would visit 100 confluences. The reason is simple. In that moment, I was living in metropolitan area of Belo Horizonte city, capital of Minas Gerais state, and I didn’t think about leaving this city. And living always in the same city don’t help the increasing of visits collection.

To make an idea, I made some calculations and got the following conclusion. Supposing a person that starts to visit confluences near his home, expanding progressively his range of visits as the nearest confluences runs out, and without visiting any more far confluence. Considering an annual average (due to differences among confluence distances around the world), the confluence number 100 of this person would lies about 450 kilometers far, as the crow flies, to his home. It’s important to remember, also, that this calculation makes two assumptions. The first one is that all the confluences in the expansion way of this person was successfully visited (this isn’t always true, because some confluences has very hard access and must be ignored). And the second assumption is that this person lives far to the coast line and can, so, expand his visits in all directions.

This calculation shows that, in fact, a person that always lived in the same place, and travels only annually, or semiannually (in his vacations), would have a lot of hardness to visit 100 confluences, because in some moment the unvisited confluences will be very far to be visited in a reasonable frequency.

Analyzing the profile of the persons that visited 100 confluences, in fact, the majority of them travels very frequently, and use these travels to make new visits, or are persons that lived in different places along the time. I am, mainly, in this second group. From 2008, year of my first confluence visit, until now, I lived in four completely different places of Brazil, and each change opens a totally new universe of confluences to be visited.

My debut confluence was 20S 44W, a very easy one, located inside Belo Horizonte city. Less than three months after, I had already visited seven confluences, some of them near my home, others during two trips, one to my parents’ home, and other to the village where my father was born, regions that, in that time, I used to visit very frequently.

In March 2009, in my vacations, I made a car trip with the family and visited other five confluences. In this trip I visited my first confluence out of Minas Gerais state, the 22S 47W, in São Paulo state.

In the following months, seven other confluences was visited in Minas Gerais state, some of them near my home and others a bit more far, using trips with my family. The last confluence of 2009 was visited during the cited business travel to Brasília. This was my first visit out of Southeast region of Brazil. I completed the year 2009 with 20 confluences, with a big predominance of Minas Gerais state, where lies 18 out of these 20.

In the first semester of 2010, I visited two more confluences in Minas Gerais and, in July, I would experiment for the first time a methodology of confluence visits that would turns the most important way of increasing my confluences collection during all the following years: the bus weekend trips.

In this July, I must travel from Belo Horizonte to Uberaba city, in order to catch my son, which was spending some days in my brother’s home. I would spend the entire night traveling by bus, arriving there in the following morning. As always, I would intend to use the trip to visit confluences. However, the unique way of make some confluence visit would be renting a car in Uberaba. I did this, dedicated the entire day to confluences and managed to visit two.

This experience would be, to me, a great discovery. I had just realized that, traveling the entire night by bus, from Friday to Saturday, I would arrive in the following morning in a very far city to my home (about 500 kilometers), in which I could rent a car and dedicate the entire Saturday to confluence visits, visiting one, two or three confluences in only one day. At Saturday night, I would catch other bus, would travel the entire night again and would arrive home at Sunday morning, having the entire Sunday to rest.

The very next month I repeated this kind of travel, in this time going do Vitória city, capital of Espírito Santo state, where I visited my first two confluences in Espírito Santo. And in September, in other repetition of this kind of travel, I traveled to Janaúba city and visited other two confluences in far north of Minas Gerais state.

Other three confluences was visited and, with a collection of 31 records, in November 2010, I made my first change. I left the metropolitan area of Belo Horizonte and changed to Poços de Caldas city, in south of Minas Gerais state and very near to the border with São Paulo state. Although I still live in Minas Gerais, my change to Poços de Caldas marked the end of hegemony of visits in Minas Gerais. This is because in this time I had already visited all confluences in south of Minas Gerais, and the new land to be explored would be the São Paulo state. To have an idea of the significance of this change, up to then I had visited 25 confluences in Minas Gerais and only 6 in other states. From this moment up to now, I would visit other 69 confluences, and only 3 of them in Minas Gerais. The visits in the state where I was born, which was extremely frequent, would turns extremely rare.

The year 2010 would end with two confluences in São Paulo state, near my home.

I started the visits of year 2011 with a bus weekend trip to Londrina city, Paraná state. In this opportunity, besides visiting the first confluence in South region of Brazil, I managed, for the first time, visit three confluences in only one day. I would repeat this fact only one more time, almost three years after.

Yet in year 2011, I would make one more bus weekend trip to Presidente Prudente city, São Paulo state, visiting two confluences, a plane trip to Curitiba city, capital of Paraná state, visiting one confluence, and a car trip with my family to the central region of São Paulo state, visiting three confluences. I end the year with 42 visits.

In January 2012, I made a vacations trip to Recife city, Pernambuco state, and visited four confluences in three different states: Pernambuco, Paraíba and Alagoas. They were my first confluences in Northeast region of Brazil and they appeared in my confluence map as very far confluences, comparing to the others, which formed a very dense collection of records covering, mainly, Minas Gerais and São Paulo states.

In February, I ended my activities living in Poços de Caldas city with a bus weekend trip to Araçatuba city, São Paulo state, when I visited two confluences. In the following month, I made my second change, in this time much more radical than the previous one. I would live in Fortaleza city, Ceará state. This would be a really new region, with all confluences near my home to be visited.

During the rest of year 2012, I visited five confluences in Ceará state, near my home, and other four in Bahia state. The three first confluences in Bahia was visited in a big trip by car from Belo Horizonte to Fortaleza, in order to catch my car, which was in my stepparents’ home. And the forth confluence in Bahia was visited in a business travel to Salvador city, capital of the state. The year 2012 would be ended with a total of 57 confluences. My 50th confluence, the 5S 39W in Ceará state, considered to me, also, an important capstone, contains, in its narrative, a review and some considerations about my half hundred visited confluences.

In the vacations of January 2013, I made a big car trip with the family, more than 7,000 kilometers long, my biggest car trip until now, from Fortaleza to Minas Gerais and back to Fortaleza. In this trip, I visited five new confluences, one in Rio Grande do Norte state, one in Paraíba state, one in Sergipe state, one in Minas Gerais state and one in Piauí state. It lasted more than two years until I visited this new confluence in Minas Gerais state.

In March, in a bus weekend trip to Teresina city, capital of Piauí state, I visited two confluences, one in Piauí state and one in Maranhão state. With this last visit, I had then at least one visit in each one of nine states of Northeast region of Brazil.

Until November 2013, I made one more bus weekend trip to Juazeiro do Norte city, visiting two confluences, I made a business travel to Belém city, capital of Pará state, visiting my first confluence in North region of Brazil, and I made a business travel to Teresina, visiting one more confluence.

In December, in my annual vacations, I made a big trip by bus, passing by Palmas city, capital of Tocantins state, and Goiânia city, capital of Goiás state. In this trip, I visited four confluences, one of them in Tocantins, and the other three, in only one day, in Goiás. The year 2013 ends with a list of 72 confluences.

In 2014, I visited three confluences in Ceará state, near my home, I made my second business travel to Brasília, visiting two confluences, and a trip with the family to Natal city, capital of Rio Grande do Norte state, visiting one confluence. At the end of the year, I made my third change. I left Fortaleza and went to live in Marabá city, in Pará state. The year ends with my first bus weekend trip in the new region, to Belém, visiting one more confluence. At the end of 2014, I had 79 visits.

The year 2015 starts with other big travel by bus, passing by Cuiabá city, capital of Mato Grosso state, and Campo Grande city, capital of Mato Grosso do Sul state, and registering two confluences in the neighborhoods of each one of the cities. With this trip, I had then at least one visited confluence in each state of Center-West region of Brazil.

During the year 2015, I visited eight new confluences relatively near my home, in Pará, Maranhão and Tocantins states, and I made a bus weekend trip to Altamira city, Pará state, where I visited one confluence. Beside of this, in a vacations trip to Paris, I registered my first (and, until now, unique) confluence out of Brazil.

In December, during my vacations in Minas Gerais, I made a bus trip passing by Vitória city, capital of Espírito Santo state, and Campos dos Goytacazes city, in Rio de Janeiro state, visiting one more confluence in each of these states. With this trip, I had then at least one visited confluence in each one of four states of Southeast region of Brazil. The year ends with my list containing 95 confluences.

Finally, in 2016, I made a bus weekend trip to Palmas, visiting one more confluence, I traveled with the family to São Luís city, capital of Maranhão state, visiting two more confluences, and visited one more confluence in Pará state, near my home. And now, in my third business travel to Brasília, since I started to visit confluences, I completed my 100th record. Coincidentally, the confluence number 100 occurred in Minas Gerais, a state with very rare visits in the last years, but that even keeps, due to the huge amount of visits in the first years, an insurmountable collection of 28 visited confluences. In the ranking of number of visits per state, it is followed, well away, by São Paulo, with 12 visits, and by Ceará, with 9.

Although this narrative is already very big, I would like to end it with one more consideration. In my 100 visits, 99 out of them was in Brazil and one in France. Brazil is a huge country, with huge regional contrasts, in terms of vegetation and in terms of agricultural vocation, and the photos that I registered in 99 visits in all Brazilian regions proves it. I would like to show a collection of 20 photos, which characterizes this regional diversity.

Photo 1: coffee plantation, very common in south of Minas Gerais state – confluence 21S 47W;

Photo 2: sugar cane plantation, very common in São Paulo state – confluence 22S 47W;

Photo 3: Furnas lake, in south of Minas Gerais state – confluence 21S 46W;

Photo 4: mountains, symbol of Minas Gerais state – going to confluence 22S 44W;

Photo 5: granite stones in mountain region of Espírito Santo state – going to confluence 20S 41W;

Photo 6: Paraná River, line between São Paulo and Mato Grosso do Sul states – going to confluence 21S 52W;

Photo 7: eucalyptus in São Paulo state – confluence 23S 49W;

Photo 8: desert beach in Alagoas state – confluence 10S 36W;

Photo 9: lake and coconut trees in Alagoas state – going to the same confluence of previous photo;

Photo 10: caatinga (semiarid vegetation of Northeast of Brazil) in Ceará state – confluence 5S 40W;

Photo 11: confluence 11S 37W in open sea, near Aracaju city, capital of Sergipe state;

Photo 12: wilderness of Piauí state – confluence 7S 41W;

Photo 13: farm in Goiás city, where lies the confluence 15S 47W;

Photo 14: cactus in Rio Grande do Norte state – going to confluence 6S 36W;

Photo 15: Chapada dos Guimarães (Guimarães Plateau) in Mato Grosso state – going to confluence 15S 56W;

Photo 16: farm in Mato Grosso do Sul state – confluence 21S 55W;

Photo 17: beautiful rural road in Mato Grosso do Sul state – going to confluence 20S 55W;

Photo 18: crossing Guajará bay going to Belém city, capital of Pará state – after visiting the confluence 3S 49W;

Photo 19: Rodovia Transamazônica (highway across Amazon Jungle) (this hill is actually asphalted) – coming back after visiting the confluence 3S 52W;

Photo 20: cerrado (Brazilian savanna) in Tocantins state – going to confluence 8S 49W.


 All pictures
#1: Visão geral - general view
#2: Visão oeste - west view
#3: Visão norte, montanha acima - north view, up in the mountain
#4: Visão leste - east view
#5: Visão sul - south view
#6: GPS
#7: Parei o carro a 2.150 metros da confluência - I stopped the car 2,150 meters to the confluence
#8: Caminhada até a confluência - hiking to the confluence
#9: Confluência 940 metros adiante - confluence 940 meters ahead
#10: Confluência 190 metros adiante - confluence 190 meters ahead
ALL: All pictures on one page (broadband access recommended)